terça-feira, 21 de Julho de 2009

Alvarinho Soalheiro 2008

Com estes três últimos dias de autêntico calor, seria quase impossível não abrir um vinho branco bem fresco, ainda por cima Soalheiro. Foi anos 70 que foram plantadas as primeiras plantas de Alvarinho por João António Cerdeira com o seu pai António Esteves Ferreira na região de Melgaço. Esta marca surgiu em 1982 e que vêm acumulando prémios atrás de prémios, nacionais e internacionais. No inicio dos anos 70 as condições na adega para se fazerem boas vinificações eram escassas, por isso a empresa teve que investir, em novas cubas de vinificação, engarrafamento, etc. A casta Alvarinho é rainha desta empresa, não existe outra casta plantada. Os solos são graníticos com vinhas plantadas a baixas altitudes (100-200 metros), onde as temperaturas favorecem a maturação.

“As uvas, exclusivamente da casta Alvarinho, são colhidas manualmente em caixas de pequena capacidade e transportadas para a adega num curto espaço de tempo. Após a prensagem, o mosto obtido é decantado durante 48 horas, segue-se a fermentação, a temperatura controlada, usando leveduras pré-seleccionadas para o efeito. O engarrafamento efectua-se após a estabilização do vinho, sendo seguido de um estágio em garrafa. A vinificação do Alvarinho Soalheiro está direccionada para obter um vinho que concentre a qualidade das uvas e permita uma boa evolução após o engarrafamento.”

Cor amarelo citrino límpida. Nariz intenso e limpo de aromas frescos a lembrar fruta cítrica, ácida/fresca (limão, lima e laranja) junto de uma intensa mineralidade. Fruta de pomar pouco madura como a pêra, maçã não querem ficar de fora e trazem consigo nuances vegetais, fenos, folhas de videira e folhas de tomateiro. A brotarem do copo saem as flores (camomilas, flor de laranjeira) que se fundem com alguma flor de tília. Boca grande, com bastante vivacidade, vivacidade esta, dada pela grande frescura que se vai sentido ao longo da boca. Forte mineralidade a esmagar a intensa fruta fresca, limão e algum marmelo pouco maduro. O lado vegetal é doce e intenso, muito agradável. O gás carbónico vai “arranhando” ao longo da língua e por ali abaixo sem parar. Vinho de boa persistência e com bom final de boca.

Já nos tinham dito que este Alvarinho era de excelente qualidade, mas nada como provar e constatar. O preço é acessível em todos os hipermercados, 7-8€. Vinho aconselhável a consumir (risos). Próxima garrafa a adquirir será o Primeiras Vinhas desta mesma empresa.

Nota: 17

5 comentários:

Miguel Pereira disse...

Não vos tinha dito?:)

Pedro Sousa P.T. disse...

Provem o Primeiras Vinhas. Soberbo...

Abraço

Raul e Joel Carvalho disse...

Caros,

Foi uma boa aposta este Soalheiro. Que venha o próximo.

Abraços

Miguel disse...

Pedro,

já tenho o PV 08 à espera:)

Raul e Joel Carvalho disse...

Chama os amigos...