Esta marca é a segunda da Herdade do Mouchão. D. Rafael era o nome dos primeiros proprietários. A primeira colheita desta marca foi em 1990. O lote conta com Trincadeira, Piriquita, Aragonez e uma pequena percentagem de Alicante Bouschet. Vinificação em cubas de inox e estágio de 12 meses em barricas de carvalho. Esta empresa tem Paulo Laureano como enólogo.
Granado intenso e violáceo. Nariz com aromas profundos a fruta madura, as pequenas e pretas amoras aromatizadas com morangos, bagas silvestres e mais alguma fruta madura que se vai mostrando de maneiras diferentes com a evolução no copo. Sugestões balsâmicas como a baunilha e eucalipto agregam-se com especiarias doces e com outros aromas mais torrados como o café. Violetas e rosas acabam por compor o nariz. Com algum tempo em copo aromas mais evoluídos aparecem junto com maiores quantidades de madeira, tosta. Boca com notas tostadas intensas casadas com algum vegetal fresco. Boca aveludada, típica de um vinho alentejano, com taninos ainda bem firmes, conferindo frescura intensa ao vinho. Resinas, cedro e caruma seguram a base frutada de framboesas, morangos, bagas e algum medronho. Vinho de média persistência com final frutado e médio especiado.
Para primeira recepção da Herdade do Mouchão aqui no nosso blog estamos muito satisfeitos. Não é vendido a um preço “impossível”, 6-8€. Para quem tenha uma destas garrafas em casa não tenha pressa em abrir. Com mais dois anos de evolução em garrafa, estará no auge (pensamos nós).
Nota: 16-16,5
2 comentários:
E com tanto vinho na cabeça o MOUCHÃO passou a Monchão...
Vá... menos entusiasmo e mais atenção.
É boa essa... Obrigado pelo toque... Vou já mudar...
Abraços
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